O que é o sucesso para você afinal?

O que é sucesso para você?  Reconhecimento, conforto financeiro, bons benefícios, viagens internacionais ou alcançar um cargo no alto escalão da empresa podem ser a medida de sucesso para algumas pessoas. Para outras, sucesso significa ter um bom equilíbrio entre vida profissional e pessoal, sentir-se diariamente desafiado, morar perto do trabalho, trabalhar menos, ou ainda fazer a diferença e se sentir útil.

O que é sucesso para você?  Reconhecimento, conforto financeiro, bons benefícios, viagens internacionais ou alcançar um cargo no alto escalão da empresa podem ser a medida de sucesso para algumas pessoas. Para outras, sucesso significa ter um bom equilíbrio entre vida profissional e pessoal, sentir-se diariamente desafiado, morar perto do trabalho, trabalhar menos, ou ainda fazer a diferença e se sentir útil.

Não existe uma resposta única, mas uma definição simplista, sem recorrer a dicionários, o sucesso é a capacidade de atingirmos objetivos sejam eles quais forem. Se nossos objetivos são definidos por nós mesmos, então somos nós quem determinamos se falhamos ou fomos bem sucedidos. Sendo assim é inerente que as escolhas dos nossos objetivos sejam feitas sem pressa, com uma grande auto reflexão, nos permitindo conhecermo-nos suficientemente bem para saber quais objetivos realmente nos farão felizes.

As pessoas estão vivendo num mundo cada vez mais competitivo, materialista e muito mais conectado, nos é imposto que sucesso é definido por dinheiro, poder, fama, ou seja, é basicamente ter ou ser mais! Existe um mundo aí fora nos dizendo que devemos sempre ter mais do que temos, e que nunca devemos ficar satisfeitos (acomodados) até ter mais, mesmo que o que temos já seja mais do que o suficiente e as vezes muito mais do que a maioria das outras pessoas ao nosso redor.

As pessoas estão vivendo num mundo cada vez mais competitivo, materialista e muito mais conectado, nos é imposto que sucesso é definido por dinheiro, poder, fama, ou seja, é basicamente ter ou ser mais!

A mídia (incluindo rede sociais) está tornando essa competição pelo “sucesso” cada vez mais acirrada e doentia. Não apenas somos encorajados“a seguir”os famosos, mas também, nos pedem de maneiras sutis, e às vezes, não tão sutis assim, para acompanhar, imitar todos as outras pessoas a nossa volta (incluindo amigos no Facebook, Instagram, etc..). É um verdadeiro bombardeio de mensagens dos meios de comunicação, que muitas vezes manipula e moldam nossa visão do que é seja uma vida bem-sucedida, de maneira que podem não ser produtivas e nem saudáveis.

A teoria da comparação social afirma que em uma tentativa de fazer uma avaliação precisa sobre nós mesmos e nossas vidas, nós fazemos comparações ascendentes e descendentes das pessoas ao nosso redor. Em outras palavras, observamos a vida dos outros e, em seguida, fazemos julgamentos sobre nós mesmos com base nessas comparações. O psicólogo Leon Festinger, argumentou que a forma como uma pessoa se percebe em uma situação teria “influência significativa em seu comportamento”, e “a manutenção de opiniões incorretas e/ou avaliações imprecisas das habilidades de uma pessoa podem ser punitivas ou mesmo fatais”. E na maioria das situações, a maneira que nos avaliamos é altamente dependente do desempenho dos outros.

Assim, essa teoria da comparação social sugere que, se você focar em comparações ascendentes (por exemplo, a vida dos ricos e famosos), certamente você se sentirá mal com a sua. No entanto, se você se concentrar na vida daqueles que você considera que estejam em situações inferiores, você se sentirá muito bem. Esta é uma das várias razões pelas quais as pessoas se sentem tão bem depois de participar de atividades voluntárias e caridade, e muitas vezes se sentem mal depois de se concentrar na vida das “estrelas” (ou na vida de seus amigos que se projetam estrelas).

Mark Twain, uma vez disse que a comparação era a morte da alegria.

Mas quando adicionamos a mídia social com a teoria da comparação social, acabamos com a receita pronta para o fracasso. Porque com a internet as comparações ficaram ainda mais injustas pois, estamos comparando os nossos bastidores com os momentos de destaques na vida dos outros “nós estamos julgando o nosso dia-a-dia com uma foto sem contexto postada nas redes sociais, na qual, na maioria das vezes as pessoas destacam somente o positivo e acobertam aquilo que elas querem esconder”. Uma vez que as pessoas tendem a apresentar o seu melhor ou a imagem que ela quer que as pessoas tenham dela em mídias sociais, nós comparamos nossas vidas (as partes boas, neutras e ruins) ao melhor dos outros e muitas vezes nos sentimos péssimos no processo. Então, ao vermos de perto as melhores vidas projetadas de outras pessoas através da mídia, comparamos com as nossas vidas e então concluímos que não somos bem sucedidos.

Mark Twain, uma vez disse que a comparação era a morte da alegria. Sem contar que estamos comparando a nossa vida com a versão editada da vida de outras pessoas, o que não só consome tempo, mas também é ineficaz para que você atinja suas metas e seja realmente bem sucedido. Se você realmente quer viver uma vida que seja gratificante e de sucesso, você precisa dedicar seu tempo e energia aos seus próprios valores. Concentrando no que realmente importa, pergunte para si mesmo: Afinal, quais experiências e realizações são mais importantes para mim? Que tipo de pessoa quero ser? Que tipo de relacionamento quero ter? O que quero que as pessoas lembrem-se de mim? Use esses valores pessoais como uma bússola para te guiar em direção ao sucesso, concentre sua energia em ser a melhor versão de si mesmo, redirecione seu foco e atenção para seus próprios objetivos e o que é necessário para alcançá-los.

Enquanto houver essa dissonância entre os seus valores internos reais e os valores estimulados e incentivados na sociedade, você estará contribuindo para o adoecer psíquico, principalmente com à supervalorização do “sucesso”. Mas quando o seu objetivo for alcançar metas baseadas em valores pessoais, sejam eles quais forem, você estará livre para alcançar o sucesso fazendo o que gosta e sendo feliz. Frank Tygen, disse que “Fazer o que gosta é liberdade. Gostar do que faz é felicidade.” Talvez a chave para o sucesso seja uma combinação entre liberdade e felicidade! A liberdade de escolher as próprias metas e a felicidade de atingi-las.

Sucesso para vocês !

*Por Thais Varzoni, psicóloga pela University of North Florida com anos de experiência em saúde da mulher, mestre em neuropsicologia e mestre em Psicologia Clínica, é membro da Associação Americana de Psicologia e da Associação Americana de Medicina Assistida e colaboradora do site Na Pauta Online – Jacksonville, Flórida