Aeroporto britânico de Heathrow prevê cancelar 172 voos

O aeroporto de Heathrow, em Londres, anunciou que poderá cancelar 172 voos, entre segunda e terça-feira, afetando 30 mil passageiros, devido à greve dos trabalhadores.

O aeroporto de Heathrow, em Londres, anunciou que poderá cancelar 172 voos, entre segunda e terça-feira, afetando 30 mil passageiros, devido à greve dos trabalhadores, confirmada hoje pelos representantes sindicais, que reivindicam aumentos salariais.

No âmbito das negociações laborais, 88% dos membros do sindicato Unite, entidade que convoca as greves, rejeitaram a oferta de um aumento salarial que, segundo os responsáveis do aeroporto, estava acima da inflação.

Devido a falta de acordo, prevê-se que 4.000 trabalhadores do aeroporto, incluindo seguranças, bombeiros e engenheiros, participem na greve, convocada para o início da próxima semana.

Segundo o sindicato Unite, se as ações de protesto se prolongarem, cerca de 2.500 trabalhadores podem perder os seus empregos.

O aeroporto londrino de Heathrow afirmou que o cancelamento de voos, que afetam 91 companhias aéreas, incluindo a British Airways, é uma medida preventiva, para o caso de não ser alcançado um acordo entre os representantes sindicais e a gerência do aeroporto, uma vez que as negociações continuam, com uma reunião marcada para hoje.

Sem precisar quais os voos que poderão vir a ser cancelados, o aeroporto de Heathrow, que é o maior do Reino Unido, recomendou que os passageiros consultem as companhias aéreas para saber se serão afetados, indicando que, nesse caso, poderão ser recolocadas noutros voos ou receber reembolsos.

Para os passageiros cujos voos não serão cancelados, o aeroporto sugeriu que cheguem três horas antes do voo e que estejam preparados para longas filas nos controlos de segurança.

De acordo com agência EFE, uma porta-voz do aeroporto lamentou que muitos passageiros, “que procuram viajar para um descanso merecido”, sejam afetados, acrescentando que foram ativados “planos de contingência” para manter o espaço “aberto e seguro em ambos os dias de greve”.

Já o coordenador regional do sindicato Unite, Wayne King, disse que os trabalhadores estão “muito conscientes da rutura que causarão”, devido à greve.

“No entanto, estão num ponto em que já estão fartos das migalhas, enquanto os acionistas recebem bilhões em dividendos e o diretor executivo beneficia de um aumento salarial de mais de 100%”, declarou Wayne King.

Além da paralisação marcada para segunda e terça-feira da próxima semana, o sindicato Unite está já a planear outros dois dias de greve, que podem ocorrem no fim de semana anterior à segunda-feira de 26 de agosto, que é feriado na Inglaterra.

Fonte: Lusa