MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas – CCBB SP

MIRIM-Divulgação

Espetáculos, oficinas e debate compõem a MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas, que começou dia 13 de setembro no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Entre 13 de setembro e 15 de dezembro de 2019 acontece em São Paulo a primeira edição da MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas na área externa do CCBB São Paulo, região central da cidade. Com curadoria do jornalista e crítico de teatro infantil Dib Carneiro Neto, a mostra oferece ao público a oportunidade de conhecer um panorama da produção das artes cênicas para crianças fora da capital paulista – as companhias convidadas são da Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Além das apresentações, a mostra, que tem patrocínio do Banco do Brasil, também é composta por oficinas mediadas pelos grupos e mesa de debates. Toda a programação tem entrada franca e é aberta ao público.

Para Jota Rafaelli e Rafael Petri, da MoviCena Produções, idealizadores da MiriM, a mostra é uma oportunidade para que a cidade de São Paulo tenha acesso a temporadas mais extensas de peças infantojuvenis fora do circuito capital/interior paulista, e também possibilita um maior alcance do público. “Na MiriM, cada companhia realizará entre 7 e 10 apresentações, gratuitamente, no Centro e a céu aberto, fatores que facilitam o acesso das apresentações”, reforçam.

Os produtores também lembram que a mostra fomenta o intercâmbio com companhias de fora do Estado, o que fortalece vínculos entre companhias brasileiras e possibilita que as pessoas tenham cada vez mais acesso à trabalhos que lidam com linguagens teatrais diversas e que traduzem muito da cultura regional do lugar de onde vem as montagens.

Prezando por essa pluralidade, o curador Dib Carneiro Neto selecionou para a MiriM peças com grande variedade estética entre si e que abordam temas relevantes, como preconceito, bullying, morte e a relação do indivíduo com a falha. “Devido ao meu trabalho com a crítica e o teatro infantil desde os anos 1990, que resultaram na criação do meu site, Pecinha é a Vovozinha, tenho viajado a muitos festivais e mostras de repertório pelo Brasil, tendo assim a oportunidade de conhecer companhias, peças e iniciativas fundamentais. É muito importante que o público local possa conhecê-las também”, diz Dib.

Para o curador, o fato das apresentações que compõem a mostra aconteçam na rua democratiza o acesso das obras e proporciona às crianças a experiência do ambiente público se tornar uma espécie de quintal da casa de cada um, onde as brincadeiras podem sofrer interferências externas, ser interrompida, retomada e ganhar novos significados.

Sobre os espetáculos da MiriM

O curador Dib Carneiro Neto discorre sobre os espetáculos programados na mostra:

A peça Ovelha Negra, da Cia PeQuod (Rio de Janeiro/RJ), fala sobre um tema extremamente relevante que é o da necessidade de aceitarmos as diferenças – além de terem escolhido tratar desse assunto delicado com músicas da Rita Lee, como Agora Só Falta Você, Ando Meio Desligado e a própria Ovelha Negra, a Pequod é uma grande referência brasileira no teatro de animação. 

Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas, da Rococó Produções (Porto Alegre/RS), resgata fábulas brasileiras e parte da história do Negrinho do Pastoreio para falar sobre preconceito, racismo e discutir o trabalho infantil. Na peça, o grupo utiliza músicas do próprio folclore gaúcho para conduzir a narrativa.

Pedro Malasartes e O Couro Misterioso, do grupo Teatro Faces (Primavera do Leste/Mato Grosso), faz uso da cultura popular para discutir a importância da honestidade e o perigo da ganância, aproximando a estética do grupo do gênero de teatro da commediadell’arte, o que promete chamar muito a atenção do público que estiver passando pela rua no momento da peça.

A Mulher que Matou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/Bahia), parte de um conto da escritora Clarice Lispector para discutir a morte e a necessidade de aceitar que todos nós erramos. No espetáculo, o disco Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e Toquinho, ganha versões revisitadas com ritmos nordestinos”.

Cada uma das companhias também oferecerá oficinas diversas ao público, sendo algumas delas voltadas para pessoas interessadas em trabalhar na área e outras voltadas ao próprio público infantil. Já no dia 20 de novembro, Dib Carneiro Neto se reúne com crítico especializado convidado e integrantes das companhias Rococó Produções e Grupo Ateliê Voador para dialogarem com o público na mesa de debate Teatro para Crianças e Jovens: Temas, Linguagens e Reflexões.

Sobre os espetáculos

Ovelha Negra, da Cia PeQuod – Teatro de Animação (Rio de Janeiro/RJ)

Estreia dia 13/09, sexta-feira, as 15h30

De 13 a 29 de setembro de 2019

Sábados e domingos, 15h30.

60 minutos | Livre

Workshop com a Cia PeQuod sobre Teatro de Animação – 21/9, sábado, 10h

Uma imagem contendo pessoa, grama, ao ar livre, sentado

Descrição gerada automaticamente

Quantas vezes se usa a expressão “ovelha negra” para falar de alguém que é diferente, que não se encaixa em um padrão? No entanto, é possível desconfiar que tais normas se transformam e hoje muitas dessas pessoas passaram a serem vistas como exemplos de ousadia, originalidade de caráter e personalidade marcante. Ovelha Negra é a última montagem infantil da Cia PeQuod, que aborda o tema para crianças e jovens com o uso de bonecos. Com música ao vivo, a montagem ganha ainda um charme a mais ao pontuá-la com canções de Rita Lee, a roqueira que um dia calou fundo no coração de todas as ovelhas negras ao cantar uma canção homônima que é mais que uma canção, é um verdadeiro hino de rebeldia de toda uma geração. Essa e outras canções são entoadas ao vivo pelos músicos-atores-manipuladores da PeQuod em clima de Rock andRoll.

Ficha Técnica: Direção e texto: Miguel Vellinho Elenco: Liliane Xavier, Gustavo Barros, Miguel Araújo, Julia Ludolf e Laura Becker Direção Musical: José Roberto Crivano Cenário e Figurinos: Carla Ferraz e Kika de Medina Iluminação: Renato Machado Bonecos: Carla Ferraz, Marcio Newlands, Liliane Xavier e Miguel Vellinho Adereços: Celestino Sobral Operador de som: Leonardo Magalhães Operador de luz: Pablo Cardoso Produção: Lilian Bertin e Liliane Xavier Realização: Cia PeQuod – Teatro de Animação

Pedro Malasartes e O Couro Misterioso, do grupo Teatro Faces (Primavera do Leste/MT)

Estreia dia 04/10, sexta-feira, as 15h30

De 4 a 20 de outubro de 2019

Sábados e domingos, 15h30.

60 minutos | Livre

Workshop com o Teatro Faces – 19/10, sábado, 10h

No sertão mato-grossense, surge um rei metido a coronel ou um coronel metido a rei que decide dar toda a sua fortuna para aquele que descobrir do que é o couro que ele carrega nas mãos – mas quem errar terá sua cabeça cortada. Pedro Malasartes, desconfiado dos verdadeiros interesses do “rei”, reúne um grupo de desajustados para sair vivo dessa incrível aventura.

Ficha Técnica: Texto: Wanderson Lana; Direção: Wanderson Lana; Música: Núcleo de Música e Sonoplastia do Teatro Faces; Figurino: Ana Paula Dorst e Edilene Rodriguez; Cenário: Yuri Lima Cabral; Elementos de Cena: Yuri Lima Cabral; Maquiagem: Edilene Rodriguez; Design: Rafaela Salomão

Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas, da Rococó Produções (Porto Alegre/RS)

Estreia dia 01/11, sexta-feira, as 15h30

De 01 a 20 de novembro de 2019

Sábados e domingos, 15h30.

Sessões extras 08 e 15/11 (sexta-feira) e 20/11 (quarta-feira), às 15h30.

50 minutos | Livre
Workshop com a Rococó Produções – 09/11, sábado, 10h

Uma imagem contendo dançarino, de pelúcia, pessoa, esporte

Descrição gerada automaticamente

O Espetáculo Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas é um espetáculo que mescla as técnicas de teatro, contação de histórias, dança e música, absorvidas através das graduações em Biblioteconomia e Licenciatura em Teatro, além de anos de pesquisa na área da contação de Histórias Dramatizada, folclore e tradições gaúchas. A partir de dramaturgia inédita, revisita as Lendas de Nossa Senhora Aparecida e do Negrinho do Pastoreio, abrindo espaços onde, de forma atraente e delicada, pode-se trabalhar a transversalidade dos elementos das culturas afrodescendente e gaúcha, além de propor uma reflexão sobre o bullying e as diferenças, trabalho infantil e os aspectos que auxiliam na formação da identidade. É entremeado por cantigas extraídas do cancioneiro popular gaúcho e especialmente compostas, executadas ao vivo acompanhadas por violão e percussão. O uso de recursos cênicos simples e poucos objetos abre espaço para que o espectador imagine e se envolva, criando imagens e estimulando o lúdico em uma atmosfera de interação.

Ficha Técnica: Elenco: Guilherme Ferrêra e Henrique Gonçalves Texto e Direção: Guilherme Ferrêra Produção: Rococó Produções Artísticas e Culturais Cenografia: Conceição Jobim Figurino: Lúcia Ferreira Iluminação: Norton Göettems Sonoplastia: Norton Goettems, Henrique Gonçalves e Guilherme Ferrêra Trilha executada ao vivo: Rococó Produções Artísticas e Culturais Fotografia: Rodrigo Kão Identidade Visual: Jéssica Barbosa

A Mulher que Matou os Peixes, grupo Ateliê Voador (Salvador/BA)

Estreia dia 22/11, sexta-feira, as 15h30

De 22 de novembro a 15 de dezembro de 2019

Sábados e domingos, 15h30.

Sessão extra 06/12 (sexta-feira), às 15h30.

60 minutos | Livre
Workshop com o grupo Ateliê Voador – 7/12, sábado, 10h

Uma imagem contendo pessoa, homem, interior, mantendo

Descrição gerada automaticamente

A mulher que matou os peixes, uma pop-bossa samba ‘n roll”, conta a história de um crime, a morte de dois peixes vermelhinhos, mas tudo narrado em um jogo delicioso e de extrema sensibilidade para concluir que a falha, o lapso, o erro e o esquecimento são inerentes a todos nós, homens e mulheres. A partir do original de Clarice Lispector, a encenação ganha roupagem de um pequeno musical e apresenta a cantora Maira Lins, que nos convida a pensar no movimento da própria vida que é composto de alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas.

Ficha Técnica: Dramaturgia – Djalma Thürler (a partir de Clarice Lispector, Vinícius de Moraes e Toquinho) DIREÇÃO – Djalma ThürlerAtuação – Maira Lins Arranjos Musicais – Roberta Dantas Cenografia – José Dias Figurino – Luiz Santana Adereços – Flávia Bomfim Confecção Adereços – “Grupo Bordar os Sonhos, de Sussuarana” Iluminação / Ass. Direção – Marcus Lobo Direção De Produção – Duda Woyda e Rafael Medrado Produção Executiva – Nany Oliveira Assessoria De Imprensa – Rafael Brito Design Visual – Giovanni Rufino

Mesa de Debate

Dia 20 de novembro, quarta-feira, 11h

Teatro para Crianças e Jovens: Temas, Linguagens e Reflexões

Com Dib Carneiro Neto e integrantes da Rococó Produções e do Grupo Atêlie Voador.

Local: CCBB SP

Sobre os idealizadores da MiriM

Dib Carneiro Neto

É crítico de teatro infantil desde 1990, membro da APCA e jurado do Prêmio São Paulo de Teatro Infantil e Jovem. Sobre teatro infantil, tem publicado o livro de críticas, análises e entrevistas chamado Pecinha é a Vovozinha e, no prelo, a sair ainda este ano, Teatro Infantil – Já Somos Grandes. Escreve críticas de teatro para crianças regularmente no site da revista Crescer, da editora Globo. Como jornalista, atuou principalmente como editor-chefe do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo, até fevereiro de 2011. Para teatro, escreveu Adivinhe Quem Vem para Rezar, com Paulo Autran e Claudio Fontana no elenco, e Salmo 91, peça pela qual ganhou o Prêmio Shell de melhor dramaturgo de 2007 em São Paulo. Ainda para o teatro traduziu do francês a peça “Calígula”, de Albert Camus, montada em 2009 e 2010 com direção de Gabriel Villela e, no papel-título, Thiago Lacerda.

Jota Rafaelli

Graduado em Licenciatura em Arte-Teatro pela Unesp. É sócio produtor da MoviCena Produções. Produção Executiva no projeto Osmo, contemplado pela 4ª Edição do Prêmio Zé Renato para a cidade de São Paulo em 2016/2017, e viajou com esse espetáculo para o CASA Latin American Theatro Festival representando o Brasil. Direção de produção para o espetáculo Bê a Bach, contemplado pelo edital de patrocínio do CCBB 2017/2018. No ano de 2018/2019, produz o projeto Dança Sem Fronteiras – Interlocuções com a cidade, do grupo Dança Sem Fronteiras, contemplado pela 23ª Edição do Fomento a Dança Cidade de São Paulo e o projeto Situações#3 – variação nula, contemplado pela 24ª Edição do Fomento a Dança para a cidade de São Paulo.

Rafael Petri

Iluminador e produtor, produziu por 10 anos a Cia Noz de Teatro, Dança e Animação, com espetáculos para o público infantil. Em 2016 cria em parceria com Jota Rafaelli a MoviCena Produções. Em dança realiza trabalhos de produção para diversos grupos na capital paulista, todos contemplados em editais como Fomento a Dança da Cidade de São Paulo, Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, ProAC Criação e Circulação, entre outros. Em 2013, participa como produtor e coordenador técnico da IV Plataforma ProAC, projeto da Secretaria de Estado da Cultura e APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte, além de integrar até 2015 a equipe de produção do projeto Cultura Livre SP.

Ficha Técnica da MiriM

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Idealização: MoviCena Produções

Produção Geral: Jota Rafaelli

Produção Executiva: Rafael Petri

Curadoria: Dib Carneiro Neto

Assistente de Produção: Mateus Fávero

Técnico Geral Responsável: Caike Souza

Designer Gráfico: Gabriel Victal

Registro em Foto: Fellipe Oliveira

Registro em Vídeo: Marcos Yoshi

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Serviço

MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas

13 de setembro a 15 de dezembro de 2019

CCBB SÃO PAULO

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo-SP

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

(11) 3113-3651/3652 | Todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças

ccbbsp@bb.com.br  |  bb.com.br/cultura  |  twitter.com/ccbb_sp  |  facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp |

  • Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
  • Clientes do Banco do Brasil têm 10% de desconto com Cartão Ourocard na cafeteria, restaurante e loja
  • Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.

Valor: R$ 14 pelo período de 6 horas.

É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.