OMS diz que segunda onda de COVID-19 pode ser evitada

A segunda vaga de COVID-19 pode ser evitada, mas a humanidade terá que viver algum tempo com a infeção, pois ainda não há data para uma vacina, afirmou esta quarta-feira o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Kluge.

“A segunda vaga não é algo inevitável. Embora cada vez mais países levantem as restrições e haja um claro risco de novo surto da infeção”, sublinhou o chefe regional da OMS numa conferência de imprensa virtual.

Kluge sublinhou que atualmente as coisas “não estão melhor que a princípios do ano”, porque o mundo carece de uma vacina contra a COVID-19.

“A boa notícia é que temos aprendido muito depois da primeira vaga e, se houver uma segunda, vamos estar mais preparados”, assegurou.

Quanto à vacina, sublinhou que “não há uma data concreta para a sua elaboração”, embora as melhores mentes científicas do mundo trabalhem agora nesse sentido.

Ao mesmo tempo, quando houver uma vacina, acrescentou, a OMS fará o que possa para que seja distribuída de uma forma equitativa entre os países do mundo.

Kluge afirmou que apesar de uma queda dos casos de contágio, os riscos ainda persistem em muitos países: “Em alguns vemos uma estabilização da situação e uma gradual diminuição dos contágios; a Rússia e a Ucrânia têm estado nesse caminho”, disse.

A Rússia registou esta quarta-feira outras 8.536 casos de COVID-19, que elevaram o número total a 432.277.

Moscovo, o foco da infeção na Rússia, contabilizou hoje 1.842 novos casos, o valor mais baixo das últimas seis semanas.

O número de recuperados da infeção na Rússia subiu esta quarta-feira a 195.957 pessoas, com mais 8.785 curados nas últimas 24 horas.

Na Ucrânia, segundo os últimos dados, foram diagnosticados 483 casos de coronavírus no último dia, enquanto o número total dos infetados nesse país fica em 24.823 pessoas.

Contudo, a OMS pediu aos países da Europa, incluída a Rússia, que cumpra as suas recomendações quando suavizar restrições e organizar eventos que impliquem aglomerações de pessoas, como a feira anual de livros deste fim de semana na praça Vermelha ou o desfile militar do próximo dia 24.

Neste sentido, a organização com sede em Genebra confia que, ao organizar atos ao ar livre, as autoridades poderão cumprir as normas sanitárias previstas nestes casos para evitar novos riscos de contágio.

Fonte: EFE