Coronavirus: Itália não descarta segunda onda

O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, não descartou hoje uma segunda vaga de coronavírus no país e defendeu a decisão do governo de impor restrições às pessoas que chegam de países fora da UE.

“A comunidade científica não descarta (uma segunda vaga)”, disse Speranza à televisão RAI. “Esperamos que isto não aconteça, mas, tendo em conta o risco, devemos manter as regras de precaução, ou seja, usar máscaras, evitar multidões e lavar as mãos”, assinalou.

Speranza também apelou ao “reforço do serviço nacional de saúde” e, embora tenha dito que “nos últimos cinco meses foi investido mais dinheiro do que nos últimos anos”, salientou que é “apenas o começo”.

O ministro defendeu a decisão do Governo de adotar uma linha de precaução e manter a quarentena para as pessoas que chegam de países não pertencentes à União Europeia, depois da UE ter aberto a sua fronteira externa a 15 estados na quarta-feira.

“Esperamos poder ir mais longe dentro de algumas semanas, mas por agora é necessária cautela”, disse Speranza.

“Passamos por alguns meses difíceis… Não podemos eliminar as restrições. Seria um erro correr riscos que não nos podemos dar ao luxo de enfrentar. A comunidade científica concorda plenamente com a precaução”, acrescentou.

Itália abriu terça-feira as suas fronteiras aos cidadãos que vivem em países fora do espaço Schengen, embora com restrições.

Terão de passar duas semanas em quarentena e justificar a sua viagem por motivos de trabalho, estudo, saúde ou necessidade, incluindo os provenientes dos 14 países aprovados pela União Europeia (UE).

As fronteiras foram abertas aos países do espaço Schengen a 3 de junho.

Após vários meses de forte pandemia e, a certa altura, sendo o país mais afetado do mundo, Itália está a conseguir ultrapassar a emergência.

Segundo os últimos dados da Proteção Civil, nas últimas 24 horas foram registados 21 falecidos e 182 casos de contágio de coronavírus.

O número total de falecidos desde o início da emergência no país a 21 de fevereiro aproxima-se dos 35.000, enquanto o de contágios está próximo dos 241.000.

Fonte: EFE