Laboratório no RJ oferece teste que indica se pessoa infectada pela Covid-19 já adquiriu imunidade

Crédito Ricardo Amaral

Proteína analisada é a S1 e o exame tem 100% de sensibilidade

Rio de Janeiro, Brasil, outubro de 2020 – Muitas pessoas que já contraíram a Covid-19 se questionam se realmente estão imunes à doença. O sistema imunológico sempre está no centro de inúmeras questões que se referem ao coronavírus. Diversos especialistas discutem sobre a possibilidade de reinfecção por Covid-19 e se é possível afirmar que quem teve a doença e se curou está imune. A resposta não é tão simples, mas existe uma boa notícia. Um teste sintetizado com a proteína S1, disponível em alguns laboratórios do país, tem 100% de sensibilidade e especificidade. No Rio de Janeiro, somente o Lach, Laboratório e Clínica, no Jardim Botânico, Zona Sul da Cidade, dispõe da tecnologia até o momento.

 

De acordo com Joana Bion, chefe do setor de análise clínica do Lach Laboratório e Clínica, algumas pessoas após terem contato com o vírus possuem imunidade adquirida de forma comunitária, ou seja, que é compatível com a vacina. “Cerca de 70% dos pacientes apresentou S1 positivo, ou seja, imunidade para Covid-19, em algum momento. Mais de 10 mil testes já foram realizados até o momento”, destaca a especialista.

 

Joana Bion alerta também que o fato de a maioria das pessoas conseguirem, sim, criar anticorpos não significa que os riscos de propagação do vírus estão eliminados. Sem os cuidados de higiene e distanciamento social, um indivíduo imunizado ainda pode ser um vetor de contaminação para outras pessoas. “A pessoa pega um ônibus ou um metrô, por exemplo, e toca num local onde uma pessoa contaminada tocou. Aí ela chega na casa da mãe, da avó e a abraça sem antes higienizar as mãos. Ela não vai pegar o covid-19, mas vai transmitir”, conclui Joana.

 

Lembrando que ainda não é possível saber por quanto tempo essa imunidade estaria garantida. “Sabemos que o vírus da gripe, por exemplo, sofre mutações e, por isso, é preciso vacinar a cada ano. Já o sarampo, um único contato com o vírus ou uma dose da vacina, garante imunização por mais tempo. É importante fazer o exame de acompanhamento para saber se a vacina pegou e se o paciente continua vacinado após alguns anos. Na prática, não existe vacina para vida toda”, destaca a especialista.

 

Sobre o tempo de imunidade após contágio pelo coronavírus, ainda não temos essa informação, ainda. É fundamental manter a imunidade em alta e respeitar as regras de higiene são as recomendações mais importantes nesse momento. A nutricionista Taissa Müller, da clínica e laboratório Lach, explica que é possível reforçar nosso sistema imunológico com sete “remédios naturais”: respirar ar puro, beber pelo menos 3 litros de água por dia, dormir bem, exercícios físicos diários, pegar ao menos 15 minutos de sol por dia, evitar estresse e sobrecargas e ter uma boa alimentação. “Indico, ainda, consumir uma maior quantidade de alimentos ricos em vitamina C, como temperar a comida com limão, beber suco de laranja, comer vegetais verdes. A suplementação de vitamina D3 é indicada para algumas pessoas, mas somente após exames e com acompanhamento de um especialista”, ressalta Taíssa.