Gêmeas gaúchas ganham bolsa de estudos em Cambridge

As jovens Kailane Alessandra Broglio e Tailane Luísa Broglio, de 16 anos, moradoras de Ametista do Sul – município localizado no noroeste do Rio Grande do Sul – conquistaram uma bolsa de estudos na Universidade de Cambridge, tradicional e renomada instituição de ensino superior pública que fica na cidade de Cambridge, na Inglaterra. É a segunda universidade mais antiga ainda em funcionamento do país, fundada no ano de 1209, e a 6ª melhor segundo o ranking divulgado pela THE (Times Higher Education) para o programa Immerse Education.

Vindas de uma cidade com pouco mais de 7.500 habitantes, as gêmeas gaúchas sempre mostraram interesse em estudar inglês, então seus pais decidiram buscar um ensino extra e matricularam ambas na inFlux English School aos 8 anos de idade, onde elas estudam até hoje. As jovens contam que sempre tiveram o sonho de estudar fora e adquirir mais conhecimento, pois sabem que isto é um grande diferencial na carreira que buscam seguir – Medicina – e na qual buscaram a bolsa em Cambridge. Sendo assim, elas optaram por se dedicar totalmente ao objetivo comum que dividem e dedicaram muitas horas à preparação. Durante os estudos, buscaram ler mais sobre como fazer artigos acadêmicos (porque nunca haviam escrito um) e todo o esforço deu segurança para que elas tentassem bolsas em diversas universidades estrangeiras.

A resposta da Universidade de Cambridge foi recebida em setembro e é, para elas, um feito de grande valor. “Esta conquista é muito mais que um curso de verão, para nós é a realização de um sonho” afirmam Kailane e Tailane. Para a professora das jovens, e diretora da inFlux de Ametista do Sul, Diana Comin, saber que suas alunas alcançaram um êxito deste grau é uma grande felicidade, e fazer parte da formação acadêmica delas é de grande orgulho. “A Kailane e a Tailane sempre foram muito comprometidas, dedicadas com o intuito de dominar a língua inglesa para estudar no exterior. No início do ano elas se inscreveram para um programa na universidade de Yale, nos Estados Unidos, porém não concluíram a aplicação, pois não teriam a idade mínima exigida pelo programa no momento da execução. Mesmo assim, continuaram firmes e fortes com foco no sonho de estudar no exterior” pontua.

A docente conta que busca incentivar seus estudantes com experiências próprias. “Para motivar meus alunos eu procuro ser o exemplo. Viajo para fora e faço cursos e especializações na minha área para despertar o interesse pela língua estrangeira neles, pois nada é mais gratificante do que a experiência e o conhecimento”, afirma Diana Comin. Pelo jeito o incentivo rendeu e as estudantes que em breve viajam para Inglaterra aconselham as pessoas que possuem o mesmo sonho de estudar fora do país a buscarem o domínio da língua estrangeira do país escolhido. “Dominar a língua é o primeiro passo, também é necessário ter muito foco e determinação, porque nem sempre teremos êxito na primeira tentativa. Além disso, é importante estar sempre em busca de programas que ofereçam novas oportunidades”, concluem.