A Verdadeira História da Páscoa

Desde os coelhinhos aos ovos da Páscoa, passando pelas tradições católicas… Mas será que sabes a história verdadeira por trás de cada uma destas tradições?

 

Comecemos pelo início: o que significa “Páscoa”?

 

O termo “Páscoa” vem da palavra hebraica “pesah” e significa passagem. Para os povos antigos, esta palavra significava a passagem do Inverno para a Primavera. Atualmente, para os cristãos, simboliza a passagem de Jesus da morte para a vida, através da ressurreição.

Na Idade Média, nesta época do ano, os antigos povos pagãos europeus homenageavam Ostera ou Esther – daí a origem do termo inglês Easter.

Ostera era a Deusa da Primavera. Esta deusa era representada com um ovo na mão e a observar um coelho a pular alegremente aos seus pés, simbolizando a fertilidade. A deusa e o ovo que carrega são ambos símbolos da chegada de uma nova vida.

 

Porque é que a Páscoa não calha sempre no mesmo dia?

 

Foi definido que o Domingo de Páscoa seria o primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia após o dia 21 março (a data do equinócio). No entanto, decidiu-se que esta data da Lua Cheia não seria a real, mas sim uma definida nas Tabelas Eclesiásticas. Isto é, a Igreja, para obter alguma estabilidade na data desta festividade, decidiu, no Concílio de Nicea em 325 d.C, associá-la a uma Lua imaginária – conhecida como a “lua eclesiástica”.

Esta festividade ocorre então precisamente 47 dias após o Carnaval. A este período entre as duas festividades, chama-se Quaresma. A Quaresma tem início na quarta-feira a seguir ao Carnaval, a Quarta-Feira de Cinzas, e termina no Domingo de Páscoa.

Mas estas datas variam de ano para ano, sendo no mínimo a 22 de março e no máximo a 24 de abril, transformando assim a Páscoa numa festa “móvel”. Cientista, sabias que estas datas só se repetem aproximadamente a cada 5.700.000 anos?

 

Mas só os Cristãos é que celebram a Páscoa?


A forma como nós a celebramos em Portugal é festejada apenas pelos Cristãos. Porém, noutras religiões, como o Judaísmo, também se celebra, mas com outro significado.

A “Páscoa Judaica” tem o nome de Pessach e é também conhecida como “Festa da Libertação”, uma vez que celebra a libertação dos judeus do Egito, onde viviam como escravos. Também a Pessach está muito associada à ideia de passagem, tendo a mesma origem do termo “Páscoa”

Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento). Este pão simboliza o alimento dos escravos e relembra a fuga do Egito.

 

Então, e de onde é que vem o Coelho da Páscoa?

 

A origem desta festa está relacionada com as celebrações dos povos antigos. Nesta época do ano, estes povos celebravam sempre a chegada dos dias maiores e festejavam a chegada da fertilidade. O Coelho da Páscoa é o animal que simboliza a Primavera e esta época do ano.

Esta ideia de usar o coelho para representar a fertilidade surge do facto de os coelhos se reproduzirem rapidamente e em grandes quantidades. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que é que esta ideia de nascimento e de uma nova vida tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto na religião judaica como na religião cristã, esta data está associada à ideia de uma vida nova.

Como podemos perceber, a forma como celebramos esta festa hoje acaba por juntar quer as tradições cristãs, quer as tradições das civilizações mais antigas.

 

E como é que aparece o Ovo da Páscoa?

 

O ovo é também um símbolo desta altura do ano, pois representa o começo da vida. Os povos antigos tinham como costume oferecer ovos aos amigos, como forma de lhes desejar uma vida feliz.

Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu em Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I. O rei Eduardo I tinha o hábito de banhar ovos em ouro e oferecê-los aos seus amigos e aliados.

 

 

Foi assim que surgiu a tradição de dar um Ovo (por norma de chocolate) na altura da Páscoa!

 

Fonte:Cientista