Como manter uma rotina diária de cuidados em meio à pandemia?

Jornalista Marina Mello

Evitar riscos de contágio virou prioridades para as famílias, que reinventaram seus comportamentos e não abrem mão da série de cuidados dentro e fora de casa. Médica destaca a importância destes hábitos e como fazem a diferença para conter casos da doença

São Paulo,  julho de 2021 –  Há mais de um ano, quando o Diretor geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, declarou que a OMS havia elevado o estado da contaminação à pandemia global de Covid-19, o mundo se viu diante do desafio de se reinventar para conter o avanço da doença, adotando novos hábitos de segurança no dia a dia.

 

Medidas simples como lavar as mãos regularmente e usar máscaras passaram a fazer parte da rotina de todos. Hoje, mais de um ano depois, com o cenário ainda incerto e as estatísticas apontando para números que superam mais de 500 mil vidas perdidas, as famílias de norte a sul do país se reinventam para garantir a segurança com práticas comuns. Em Brasília, a jornalista Marina Mello não sai de casa sem duas máscaras a tiracolo. “Elas já fazem parte do meu vestuário. Quase não saio, mas quando saio elas completam o look”.

 

Mãe do Bruno, de 13 anos, e Tarsila, de 9 anos, a jornalista redobrou os cuidados em casa. “Por aqui, segurança é palavra de ordem. Ao voltarem da rua, os dois tiram o sapato ainda do lado de fora e quando entram seguem direto para o banho. Além disso, sair sem máscara não é uma opção. Mas eles são bem conscientes sobre a importância dessas medidas e não têm me dado problemas quanto a frequentar locais em há grande aglomeração de pessoas. Pelo contrário, eles abrem mão desse tipo de diversão”, relata.

 

Saindo do centro-oeste para o nordeste do Brasil, outro exemplo. A ex-professora de ballet, Liliane Fagundes Lopes, apostou em uma das mais importantes medidas de proteção contra a Covid 19: ficar em casa. Junto com o marido, o empresário Risomar Lopes, 66 anos, a filha e os netos, Liliane só sai de casa em casos de extrema necessidade. “Evito de todas as formas, por que assim eu me projeto e cuido também da saúde deles. Ficar em casa é um ato de amor com eles. Há mais de um ano procuro evitar locais de grande aglomeração de pessoas e assim não me expondo e nem ofereço riscos à minha família”, declara.

 

Os relatos destas duas mulheres se somam ao de tantas outras famílias brasileiras e são reconhecidos pelas autoridades de saúde como fundamentais para conter o avanço da doença no país. A médica pediatra, Ana Paula Bletran Moschine Castro (CRM 69748-SP), destaca a importância destas e de outras iniciativas na luta contra a doença. “São práticas importantes que ajudam a impedir a proliferação do vírus e que comprovadamente são aliadas na batalha contra a Covid 19”, afirma a especialista.

 

A médica explica que há uma série de medidas que podem ser adotadas para atender as necessidades domésticas de forma prática e segura. Figuram na lista de providências com eficácia comprovada contra o vírus: o uso das máscaras que garantem proteção impedindo o contato com partículas contaminadas; redobrar as rotinas de higienização de superfícies que podem estar contaminadas (mesas, maçanetas, armários, etc.). “A recomendação é não sair de casa, mas se sair e precisar de transporte privado, procure observar os cuidados adotados pelo motorista dentro do veículo. Há álcool gel? Ele está usando máscara de forma correta? Nos coletivos, se possível evitar contato com outros usuários para limitar sua exposição ao vírus circulante”, afirma.

 

Em estabelecimentos comerciais, “se puder, faça o pagamento com cartão de faça leitura sem contato com a máquina. É uma opção simples de evitar contato e assim possível contágio. Se você precisar lidar com dinheiro, cartão ou teclado, use álcool ou desinfetante para as mãos logo após o pagamento e ao sair da loja, aplique novamente o produto”.

 

As medidas ajudam a evitar o contágio, mas não podem garantir imunidade contra a doença. Por isso, em casos confirmados de Covid-19, a orientação da especialista é buscar imediatamente o tratamento mais adequado e a informação é a companheira certa nestas horas. “Procure saber o que dizem as autoridades de saúde e como elas se manifestam acerca das opções medicamentosas existentes. A Organização Mundial da Saúde ressalta a importância do cuidado e monitoramento dos sintomas e o ibuprofeno pode ser uma alternativa eficaz para tratar os sintomas da Covid-19. Afinal, o Ibuprofeno é mundialmente utilizado para tratar dor e febre, sintomas presentes na Covid-19, tanto em adultos como em crianças”, explica.

 

O ibruprofeno pode ser utilizado com segurança na Covid-19. Para chegar à esta conclusão, a OMS consultou médicos e pesquisadores que estão acompanhando pacientes de Covid-19 e não encontraram relatos negativos quanto ao uso de ibuprofeno e nem houve manifestação de efeitos colaterais. “São informações pertinentes e que contribuem para a decisão clínica, mas é essencial consultar o seu médico, ou profissional da saúde, antes de tomar qualquer medicação”, finaliza.